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Top 10 Filmes de Natal vistos na Arte Norte Americana

24 de dezembro, 2020 0 Por Artes & contextos

10 Filmes de Natal na Arte Norte Americana

 

Este dezembro, o pessoal do Smithsonian American Art Museum, organizou Noites de Cinema para assistir a alguns filmes clássicos de Natal, favoritos da generalidade dos apreciadores do género. 

Selecionaram-nos e assistiram, procurando ver semelhanças entre os filmes e obras de arte da coleção do Museu. 

O resultado, é a seleção que se segue.

 

ELF – O FALSO DUENDE (2003)

“Nós elfos tentamos manter-nos fiéis aos quatro principais grupos alimentares: doces, bengalas doces, pipocas doces, e xarope”.

— Buddy o Elfo

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Will Cotton, Molasses Swamp II, 1999, óleo sobre linho, Smithsonian American Art Museum, Oferta da Família James F. Dicke Family, 2013.72.2, © 1999, Will Cotton

Este exemplo de disparate de Will Ferrell encabeça a lista como uma doce comédia familiar, que ainda provoca gargalhadas enquanto Buddy, o elfo desajustado, tenta dar sentido à vida fora do Pólo Norte.
Ainda assim, tem uma dieta oprópria que nós estamos a pensar seriamente adotar nas festas deste ano. O artista Will Cotton, conhecido pelas suas pinturas de paisagens de confeitaria, é outro Will que conhece o fascínio da cultura pop + açúcar puro.

 

SOZINHO EM CASA (1990)

“Ei, eu já não tenho medo! Eu disse que já não tenho medo! Estão a ouvir-me? Já não tenho medo!”

— Kevin McCallister

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Man Ray, Cadeau (Série II), 1970, metal: ferro de engomar, Smithsonian American Art Museum, Oferta de Juliet Man Ray, 1983.105.3

Ao longo de trinta anos, o pequeno Kevin McCallister tem defendido a sua casa dos bandidos ineptos e incompetentes, usando quaisquer armas que pudesse improvisar a partir de artigos domésticos e elétricos.

Felizmente para os ladrões Marv e Harry, a família McCallister não tinha nenhum ferro de engomar de Man Ray.

 

QUE PARÓDIA DE NATAL (1989)

“Que som é este? Está a ouvir? É um zumbido engraçado.”

— Tia Bethany

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Hilda Katz, Squirrel in Tree, n.d., linóleo cortado em bloco, Smithsonian American Art Museum, Oferta da Artista em memória dos seus pais, Max e Lina Katz, 1971.286.5

Há tantas personagens humanas loucas e memoráveis em Que Paródia de Natal, que é difícil escolher uma para falar. Clark Griswold! O primo Eddie! o Tio Lewis! Todd e Margo! Então, em vez disso, concentremo-nos nos fantásticos animais, já que há vários. Nesta categoria, o ladrão de cenas de todos os tempos (na minha opinião) apresenta-se sob a forma de um esquilo improvavelmente devorador de homens e que magicamente desafia a gravidade. A besta sai da árvore de Natal como se tivesse sido lançada por uma fisga, para um coro de gritos de filme de terror – e risos da audiência.

O Squirrel in Tree de Hilda Katz pode ser confundido com o seu gémeo roedor.

 

FIEVEL – UM CONTO AMERICANO (1986)

“E para ti, Fievel, um novo chapéu. E não apenas um chapéu novo qualquer. Um chapéu novo que está na família há três gerações.”

—  Pai Mousekewitz

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Paul Manship, The Country Mouse and the City Mouse, 1952, bronze em base de mármore, Smithsonian American Art Museum, Legado de Paul Manship, 1966.47.21

Este musical começa durante a celebração Hanukkah da família Mousekewitz, onde o pai rato dá um presente importante ao seu pequeno filho Fievel e canta-lhe sobre a promessa de vida num Novo Mundo, e a garantia de que “não há gatos na América, e as ruas estão pavimentadas com queijo”. Hmmm, estes ratos do campo do velho mundo terão muito a aprender quando chegarem à cidade de Nova Iorque. 

Embora muitos filmes musicais de animação mais alegres e famosos tenham sido lançados nas décadas seguintes, este mantém um toque suave, embora melancólico, de Natal. Basta tentar ouvir Somewhere Out There durante este ano de distanciamento social e não ficar um pouco “embaciado”.

 

O AMOR ACONTECE (2003)

“It’s coming on Christmas
They’re cutting down trees
They’re putting up reindeer
And singing songs of joy and peace
Oh I wish I had a river I could skate away on”

River de Joni Mitchell

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Frank McClure, Skating on the Potomac, tinta, Smithsonian American Art Museum,  Legado de Frank McClure, 1979.98.318

Uma vez que já estamos a ficar enevoados, deixêmo-nos olevar pelos sentimentos e patinemos num rio de lágrimas, como faz a personagem de Emma Thompson, Karen, quando descobriu que o marido Harry (Alan Rickman) a traía. A cena memoravelmente devastadora neste romântico de Natal é um aviso de que, por vezes, o desgosto do coração e as festividades andam de mãos dadas.

 

DIE HARD – ASSALTO AO ARRANHA-CÉUS (1988)

“Se esta é a ideia deles de Natal, eu tenho de estar aqui para o Ano Novo.”

— Argyle, condutor da Limousine

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Howard Cook, Skyscraper, 1928, xilogravura sobre papel, Smithsonian American Art Museum, Oferta de Barbara Latham, 1980.122.22

Pronto para esquecer as lágrimas, e abraçar uma saudável dose de vingança?

Depois de ver Alan Rickman, como cruel traidor em O Amor Acontece, há algo de simplesmente catártico ao vê-lo explorar a sua vibração maligna – e vir a conhecer o seu destino – no Edifício do Nakatomi Plaza.

Reconheçamos frontalmente a existência de todo um mundo de debate online sobre se Die Hard – Assalto ao Arranha-Céus é ou não um filme de Natal, no qual não precisamos de entrar, embora se possa adivinhar a partir da sua inclusão nesta lista, qual o lado do debate que adotamos. (N.da R. –  Nós, no A&c também.)

Uma “rabbit hole” (1) mais agradável e menos controversa, na Internet, consiste em observações sobre a forma como o título do clássico de Bruce Willis foi traduzido para outras línguas. Por exemplo, intitula-se Die Slowly (Morre devagar) em alemão. Em grego é Very Hard to Die (Muito Difícil de Morrer). O espanhol dá-nos o título evocativo, Selva de Vidro, e em português Assalto ao Arranha-Céus (introduzido pelo A&c) . Mas talvez o meu favorito seja a tradução norueguesa, Action Skyscraper (livremente, Ação no Arranha-Céus), que ganha o prémio pela clareza na definição de expectativas.

Skyscraper, de 1928 de Howard Cook’ é sem dúvida também digno do título Action Skyscraper, sombrio e ameaçador num céu tenebroso.

(1) Quando aplicado no contexto da Internet, rabit hole (toca de coelho) refere-se a um tópico de discussão extremamente absorvente e longo.(N.da R.)

 

GRINCH (1966)

“Você é um monstro, Sr. Grinch
O seu coração é um buraco vazio
O seu cérebro está cheio de aranhas, o senhor tem alho na alma, Sr. Grinch”
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Raya Bodnarchuk, All Good Dogs, 1987, pinheiro branco esculpido, Smithsonian American Art Museum, Oferta aonima em memória de Walter M., Nancy A. Hall e Betty Hall McLane, 1987.79

Talvez todos os cães vão para o céu, mas penso que podemos concordar que deve haver um extra de jóias na coleira celeste de Max o Cão, companheiro do Sr. Grinch de alma de alho, fofinho como um cacto. Leal e fiel ao seu indigno amo, muito bom rapaz Max tolera inúmeras indignidades sem se queixar. All Good Dogs de Raya Bodnarchuk, esculpido em pinheiro branco, capta a essência deste espírito canino universalmente angelical. Veja mais cães bons na colecção de SAAM. 

 

UMA HISTÓRIA DCE NATAL (1983)

“Vais disparar para o teu olho miúdo.”

—  armazém do Pai Natal

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Autor não identificado, Boy with Toy Gun, 1920-1930s, impressão fotográfica com aplicação de cor, Smithsonian American Art Museum, Oferta do casal Charles H. Moore, 2002.48.8

Com quase um século de idade, esta cena de um fotógrafo não identificado, Boy with Toy Gun (Menino com Espingarda de Brinquedo) , tem sombras de Ralphie e sua procura de espingarda de ar modelo “Red Ryder Carbine action, 200 tiros, com uma bússola e esta coisa que diz o tempo”.

Note-se que embora seja uma obra “indescritivelmente bela”, por alguma razão o Smithsonian American Art Museum não a considera um orgulho da coleção.

 

FELIZ NATAL, CHARLIE BROWN (1965)

“Nunca pensei que ela fosse uma arvorezinha tão má. Na verdade, não é nada má. Talvez só precise de um pouco de amor.”

 — Linus Van Pelt

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Joseph Stella, Pine Tree, 1919, Silverpoint e lápis de cera sobre papel, Smithsonian American Art Museum, Legadon de Caroline Keck, 2008.17

O desenho de Joseph Stella, Pine Tree, de 1919, transporta as vibrações da árvore Charlie Brown. Um pouco franzino, não convencionalmente bonito, mas cheio de alma … e um bocado lamechas.

 

DO CÉU CAIU UMA ESTRELA (1946)

“Estranho, não é? A vida de um homem toca tantas outras vidas. Quando está ausente, deixa um buraco horrível, não é verdade?”

— O anjo Clarence 

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William Wellstood, George H. McCord, The Sleigh Ride, sem data, gravura, Smithsonian American Art Museum, Oferta do Sr. Charles Dipple em memória de Louis F. Bohne, 1968.53.22

Não é difícil imaginar como é que esta gravura a preto e branco, The Sleigh Ride, possa retratar a pitoresca cidade fictícia de Bedford Falls, cenário do clássico de Natal sentimental de Jimmy Stewart. Alguns fãs acreditam que o realizador Frank Capra se inspirou na comunidade de Séneca Falls, Nova Iorque, outra cidade tranquila.

 

Este artigo foi traduzido do original em inglês por Rui Freitas

 

O artigo original foi publicado em @Eye Level Blog
The original article appeared first @Eye Level Blog


 

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