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RADIOFIVE

29 de março, 2016 0 Por Gigi Manzarra
Modo Noturno

Dois em um: RADIOFIVE vs Namorados da Cidade

 

RADIOFIVE, uma banda formada por elementos altamente competentes, comunicativos, cheios de energia positiva, que lançam sobre a plateia todo o prazer que sentem em fazer o que gostam. É notório o entendimento e cumplicidade entre todos eles.

Radiofive II

 

Artes & contextos – Como se conheceram os elementos da banda?

RADIOFIVE – Cada um de nós tinha projetos paralelos, a não ser o Celso e o Manel que tocavam na mesma banda. Uma noite, num bar no Estoril, comemorava o meu aniversário e, como sempre, perguntei quem fazia anos para cantar os parabéns. Por coincidência, o vocalista da banda do Celso fazia no mesmo dia. Começámos a conversar e começou aí o nosso contacto.

A & c – Como nasceu a ideia de formar a banda?

RADIOFIVE – Depois de conhecer o vocalista da banda do Celso, fui apresentado ao resto dos elementos. Um dia, ele não pôde apresentar-se e pediram-me para substitui-lo. Aceitei e existiu, de imediato, entre o Celso, o Manel e eu, uma empatia musical. Isto aconteceu há mais ou menos seis anos. No entanto, tudo continuou como estava.

Nessa época, foi feito um Tributo a Bon Jovi, em que conheci o Diogo. Esse projeto durou somente um ano.

Em conversa com o Celso e o Manel chegámos à conclusão que estávamos descontentes com os nossos grupos e o Celso deu a ideia de nos juntarmos e fazer uma banda de raiz com teclado, que tocasse Pop e também fosse ao Rock.
Já tínhamos guitarrista, baixista e vocalista, faltavam-nos o baterista e o teclista.

Resolvemos pedir sugestões ao João Soares e ao Mico da Câmara Pereira que tocavam muitas vezes juntos. Foi unânime a indicação do nome do Jon Jon que já se tinha apresentado várias vezes com eles. Fomos ouvi-lo e gostámos muito. Isto passou-se no fim de 2012. Entretanto falámos com o Diogo e ficou o grupo reunido.  Mais tarde, entrou o João.

A & c – Porque é que a banda tem dois guitarristas e não tocam juntos?

RADIOFIVE – Como o Celso não está sempre disponível para tocar em todos os espetáculos, o João apresenta-se no lugar dele. Não é, de maneira nenhuma um substituto e sim outro elemento da banda. Em palco, qualquer um dos dois, está absolutamente integrado e sentimos-nos completos com um ou com outro.

A & c – Em que data começaram a ensaiar?

RADIOFIVE – Dia 15 de janeiro reunimo-nos para ensaiar. Foi uma sintonia perfeita.

A & c – E quando fizeram o primeiro concerto?

RADIOFIVE – No fim de março começamos a tocar, fizemos o nosso primeiro concerto.

A & c – Agora têm duas bandas, uma banda, dois projetos?

RADIOFIVE – Uma banda e dois projetos. Como RADIOFIVE somos covers de vários estilos de música da pop, ligeira ao rock, mas paralelamente, estamos a iniciar um outro projeto, composto pelos mesmos elementos. Chama-se “Namorados da Cidade”, cantamos temas portugueses anos 60 e 70, do festival da canção e da música ligeira portuguesa e nesse projeto cantamos também músicas nossas. Pretendemos expandi-lo e estamos muito entusiasmados com o retorno que tem havido em relação ao público.

A & c – Para os Namorados da Cidade, qual de vocês compõe?

RADIOFIVE – O João Soares é, de todos nós, o que mais compõe. As músicas são sempre dele. Para as letras,  também contamos com textos de amigos e conhecidos, que avaliamos e são aprovados pelo grupo, por considerar que têm conteúdo e temas que se enquadram na nossa essência.

A & c – Quais as mudanças que sentem desde o começo da banda?

RADIOFIVE – Sem dúvida a cumplicidade. Com o passar do tempo, não precisamos falar, basta um olhar. Aprendemos a conhecer-nos e a respeitar o temperamento e o gosto de cada um.

A & c – Todos vivem da música?

RADIOFIVE – Não, infelizmente, não é possível. Temos três anos de caminho, não nos queixamos com o resultado tão positivo, mas não dá para viver só com o que a música nos paga!

RADIOFIVE – Jon Jon, o baterista, é o único que se dedica em tempo integral à música. Miguel dá aulas e trabalha em iluminação no teatro; João Soares e o Celso em operadoras de telefonia; Manel na parte gráfica de uma empresa e o Diogo, o mais novo, estuda.

A & c – Qual de vocês tem pior feitio? (Eles entreolharam-se e deram uma gargalhada. Depois apontaram-se mutuamente)

RADIOFIVE – Nós somos todos teimosos e perfecionistas. O mais tranquilo é o Diogo que, para ele está tudo bem, o que é importante para o equilíbrio. Ele é o nosso quinto elemento.

A & c – Porquê quinto elemento? Por ter entrado em quinto lugar no grupo?

RADIOFIVE – Não, porque ele mesmo se intitula assim, por ser teclista. Uma banda comum tem todos os outros componentes, mas nem todas têm teclista. Por isso, o quinto elemento.

A & c – No vosso percurso de três anos de RADIOFIVE, quantos concertos, mais ou menos, já fizeram?

RADIOFIVE – Neste momento, aproximadamente, 180 concertos desde que começámos. Temos uma agenda muito preenchida e praticamente fechada até final de 2016.  Fazemos espetáculos de muito público e, ao mesmo tempo, apostamos nos bares e os bares apostam em nós. Tocamos nos Templários, Discoteca Place, Almirante, Nocaute na Caparica, num espaço em Telheiras Dlux e todas as semanas no Xafarix.

A & c – E concertos para mais público?

RADIOFIVE – Fizemos as Festas de Alverca; Feira da Luz em Carnide como RADIOFIVE e outra como Namorados da Cidade; Festival em Leiria Pigs on Speteide que foi organizado, em princípio por um grupo de amigos. Começou com um porco no espeto, muita música e convívio, agora é um evento público e reúne muitas pessoas; e em Setúbal na concentração Motard.

A & c – O que sentem quando estão em palco?

RADIOFIVE – A sensibilidade fica à flor da pele. Sentimos a música e o público. Não é preciso que pulem ou cantem, o importante é a energia do retorno vindo de quem nos escuta. Não nos desmotivamos, mesmo que a resposta não seja tão intensa como esperávamos. Sentimo-nos realizados com o nosso trabalho. E temos tido muitas surpresas positivas.

A & c – Qual o segredo do vosso sucesso em tão pouco tempo?

RADIOFIVE – O bom ambiente entre o grupo; cantarmos para nós, com alma; fazer o nosso melhor; ser criativos e comunicativos; puxar o público para nós ao ouvir-nos, diverti-los e fazer com que se desinibam e expressem o que sentem. Enfim, oferecer-lhes uma noite agradável e provar-lhes que valeu muito a pena sair de casa para nos ouvir.

 

Os RADIOFIVE são:

Miguel Cruz – Voz
Celso Correia – Guitarra
Manuel Rosa – Baixo
John John – Percussão
Diogo Marques – Teclas
João Soares – Guitarra

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