2 de julho, 2015 0

José Medeiros

Por Rui Manuel Sousa

José Medeiros (aka Zeca Medeiros) é sem dúvida um caso único no panorama cultural português, realizador, musico, compositor, ator, escritor, poeta e cantor – que dizer de tanta versatilidade? Mas nem é sua capacidade camaleónica que nos surpreende na sua obra, diria que é pela forma séria, profunda e cheia de emoção de que sempre usou semeá-la.

30 de junho, 2015 0

As Nuvens de Sils Maria

Por Rui Freitas

É um filme reflexivo e interior que aborda a vida e sobretudo o envelhecimento em jogos mentais profundos. Um enredo em que os palcos se confundem, onde a mulher, a atriz e as suas personagens se relacionam, se confrontam e se magoam.

23 de junho, 2015 2

O Cavaquinho no Guinness

Por Rui Freitas

Foram várias gerações que se juntaram à volta do instrumento mais mágico e agregador da nossa música tradicional, o dia foi bonito com sol, com imensos jovens tocadores e com alguns grupos de cavaquinhos seniores que iam salpicando o recinto com algumas canções tocadas de forma espontânea.

18 de junho, 2015 0

Cães Errantes

Por Rui Freitas

Cães Errantes é um filme de auteur, pesado, lento e monótono. Monótono e lento demais para os gostos mais academistas. Monótono e lento como a imagem de uma mulher, a escovar lenta e repetidamente o cabelo ao som da respiração de duas crianças a dormir, e da chuva. Durante sete minutos. Assim começa o filme, um filme com apenas sete personagens, das quais duas são indefinidas.

13 de junho, 2015 0

Molière

Por Rui Freitas

Moliére não é visto como um auteur, no sentido literário do termo, apesar da importância da sua obra, e de ser de facto um grande escritor, mas essa (a marca literária) não era a sua preocupação. Ele escrevia para o palco, as comédias eram feitas para serem representadas e não lidas.

9 de junho, 2015 0

Estações da Cruz

Por Rui Freitas

Estações da Cruz é um filme denso e lento, que faz uma abordagem sempre delicada aos fundamentalismos religiosos, sobretudo quando confrontados com o nosso mundo ocidental “expressionista”, sensitivo, ininterruptamente apelativo, – tentador – de forma visual e sonora nas mais vulgares trivialidades do dia-a-dia.

1 de junho, 2015 0

Mulher de Ouro

Por Rui Freitas

Woman in Gold foi o nome dado ao quadro Retrato de Adele Bloch-Bauer I, de Gustav Klimt, por forma a ocultar a sua origem. O quadro estava na parede de uma sala de um rico apartamento em Viena, morada dos Bloch-Bauer – a família de um rico industrial judeu que fez fortuna na refinação de açúcar – até ter sido roubado pelos nazis aquando da ocupação da Áustria na Segunda Guerra Mundial.