Sapataria e outros caminhos de pé posto de Luísa Fresta

Uma Conversa com Luísa Fresta

11 de junho, 2021 0 Por Rui Freitas

Luísa Fresta

 

Em 26 quadros tecnicamente impressionistas, mas com almas do romântico, do realismo e algumas visitas curtas ao gótico e ao neorromântico, este livro é uma galeria de temática mais diversa do que a quantidade dos quadros que apresenta.

Luísa Fresta, com diversas publicações em poesia, algumas das quais, premiadas (ver aqui); participação em antologias; colaboração em publicações digitais (como neste Artes & contextos) com crítica cinematográfica, crónicas, contos curtos e um livro infantojuvenil, deu ao mundo o seu primeiro livro de contos.

Luísa tem em si dois continentes dos quais eleva o que é bom, mas também sofre as dores. Nascida em Braga, filha de pai angolano e mãe lisboeta, os cenários da sua vida construíram-se em Lisboa, de onde partiu para Benguela (Angola), daí para Luanda, a seguir para Nancy (França), voltou a Luanda e finalmente regressou a Portugal e a Lisboa.

É uma observadora por natureza e coletora de histórias incidentais, por compulsão de cronista.

Em Sapataria e Outros Caminhos de Pé Posto, os temas que escolheu abordar têm um fio condutor: o Humanismo. Contos ficcionais, mas eu arrisco que alguns não serão não tão ficcionais quanto poderão perecer pela sua estranheza ou implausibilidade.

Luísa aborda temas como a soidão, o abandono, o trauma pessoal, a traição, o medo…, numa linguagem riquíssima temperada com regionalismos e com calão; com descrições de um pormenor que transformam texto em imagem. Histórias também nossas, da nossa rua, do nosso bairo.

Quem não conhece uma Aurélie, uma Donana ou nunca se cruzou com um Organizador de Bichas?

 

Mas é a Luísa que nos diz o que é Sapataria e outros caminhos de pé posto.

Também “o que” é ela, já que quem é, nós já sabemos.

 

Luisa Fresta

Luisa Fresta, Foto © Marlene Nobre

 

Artes & contextos – Sei que muitas das tuas histórias nascem de um hábito antigo que tens, de ir anotando as incidências do teu dia e registar as personagens que se cruzam contigo e que, de algum modo te despertam a atenção. Quando a história te assoma ao espírito, já está concluída, ou vai-se construindo com o desenvolvimento?

Luísa Fresta – Não te posso esconder nada porque já conheces as minhas “manias”… realmente há muitos tópicos que anoto e que depois se expandem para histórias. Podem ser personagens ou situações. Aliás, esses apontamentos minúsculos, são como contos ou crónicas liofilizadas. Acrescentas-lhes água ou “argamassa” e estão prontos. Posso ilustrar-te esse procedimento com dois exemplos caricatos. Há dias tive que fazer um telefonema para uma instituição e esbarrei num muro de burocracia, aplicações e quejandos.  No fim do telefonema fiquei com a certeza que ia (um dia) escrever um texto intitulado “A era dos não-pensantes”. A outra história é igualmente curiosa: ao escrever uma mensagem, o teclado do meu telemóvel substituiu a palavra “elegante” por “elefante”. Quando queres dizer “a senhora está mesmo elegante” e escreves “a senhora está mesmo elefante” isso pode custar-te uma amizade. Depois fiquei a rir-me sozinha e a pensar que devia escrever uma historinha com esse título: “O elefante elegante”. Respondendo diretamente à tua pergunta: há histórias que já nascem “quase prontas”, outras começam com um rastilho que se vai propagando aos poucos. Mas para que a coerência se mantenha, costumo criar um eixo sólido antes de me deixar levar pelas palavras.

 

A&c – Embora não exista, ao contrário da música e da pintura, em que primeiramente se “revelou”, uma corrente literária impressionista, há, contudo, um código (chamemos-lhe assim) impressionista que habita as tuas histórias. Esse código é, a meu ver, também uma forma de olhar o mundo. Consideras-te impressionista?

L.F. –  Olha, realmente, na literatura, creio que o Impressionismo não chegou a configurar propriamente uma escola. Mas concordo contigo quanto ao facto de existirem atitudes mais ou menos percetíveis na escrita, que remetem para a importância “do olhar” de um autor sobre o mundo. A subjetividade está lá, há uma abordagem pessoal que resulta da tradução do que se vê: nesse aspeto eu identifico-me perfeitamente. Não se trata de uma fotografia com grande resolução. Dito isto, prefiro deixar aos académicos o enquadramento futuro do meu trabalho (se for relevante), mas estou convencida que combino vários estilos e uso ferramentas diversas conforme a necessidade e circunstância.

Contudo, e um pouco à margem da pergunta, posso dizer-te que, na pintura, o Impressionismo é, sem dúvida, uma das minhas escolas preferidas; talvez, em parte, por causa da minha miopia. O mundo, para nós, sempre foi impressionista.

 

A&c – Muito embora a maioria das tuas histórias corram cheias de ritmo e com um compasso muito acelerado, há, se as ouvirmos ou olharmos mais afastados do centro da ação, profundos e longos silêncios. São segundos planos da narrativa ou silêncios da autora?

L.F. –  Essa observação revela uma aguçada sensibilidade. Acho que os leitores e tradutores percebem pormenores que escapam ao próprio autor. Realmente, vendo as coisas por esse prisma, diria que há uma estrada que está quieta, como tem que ser, e uma série de veículos que por lá circulam a velocidades variáveis. Essas estradas serão os segundos planos que referes e os veículos/condutores seriam os personagens, que enfrentam várias situações de perigo, situações inesperadas ou simplesmente desfrutam da paisagem e do prazer de conduzir até chegarem à conclusão da narrativa.

 

Uma Conversa com Luísa Fresta Artes & contextos Luisa Fresta 1

Luísa Fresta

 

A&c – Por detrás de uma riqueza linguística ímpar tanto como escritora quanto como falante de português a maioria destas histórias assentam essencialmente em linguagem popular, regional, de gíria e até calão. É a tua forma de anular um eventual caráter mais erudito dos textos e do livro em geral?

L.F. –  Obrigada, Rui. Não escondo que gosto de tratar bem a nossa língua que é de uma beleza sem igual, porque é nossa e carrega as memórias mais remotas, desde as primeiras palavras balbuciadas. (Quando a arranho ou firo é por distração ou desconhecimento, nunca propositadamente, como se intui). Por outro lado, é verdade que me deixo seduzir por sotaques, regionalismos, linguagem brejeira, variantes e socioletos. Tudo isso enriquece a língua porque lhe acrescenta outros climas, mágoas, vivências, História e formas de viver. São vestígios de épocas e de locais que farejo e adoro aprofundar. Tive/tenho o privilégio de conhecer e conviver com pessoas que se exprimem de diferentes maneiras em virtude de histórias de vida completamente dissemelhantes e por isso cada expressão coloquial ou regional usada por essas pessoas é uma fonte de ensinamentos para mim. Procuro usar esse conhecimento de forma apropriada à circunstância da narrativa. O ideal seria usá-lo de maneira equilibrada e harmoniosa nas falas dos personagens, sem forçar. Por outro lado, dificilmente escreveria um livro de contos, ou crónicas, ancorado numa linguagem vista como erudita. A ficção deve ser (também) agradável ao ouvido e à leitura, clara e compreensível; aliás, os grandes autores que li ao longo da vida e que me cativaram com as suas narrativas têm isso em comum: uma linguagem simples. Se eu tiver alguma meta em termos de estilo é essa. O registo mais formal e eventualmente erudito guardo para o texto de pendor mais ensaístico, quando me aventuro por esses caminhos, mas será sempre uma ocorrência rara, pois não é, de todo, o meu estilo.

 

A&c – O papel de narrador é sempre teu ou desloca-lo para observadores imaginários, como por exemplo, quando o utilizas no masculino?

L.F. –  De facto, nem sempre é meu, quer dizer, não é exclusivamente meu. É uma missão que delego a alguns “narradores de serviço”, quando, por exemplo, acho que é uma história que beneficia em ser contada por um homem, por um animal ou até por um objeto. Isso aconteceu inicialmente em “O papel de Aurélie”, um conto publicado originalmente na coletânea MENS SANA, e depois surgiu outro conto deste livro (“Sapataria e outros caminhos de pé posto”) no qual essa estratégia me pareceu conveniente. É evidente que esse narrador “conversa” com a autora para que não haja incoerências nem derrapagens, estamos sempre em sintonia. Não quero ter um discurso a roçar o esquizoide mas pode acontecer que a história seja escrita por um narrador que se aconselha e se informa junto da autora. E ainda há outra coisa: mesmo que o(a) narrador(a) seja uma mulher com algumas semelhanças com a autora, provavelmente não serei “eu”, mas uma contadora mais eloquente, mais divertida, loquaz e eficiente na comunicação.

 

A&c – Usando quase sempre um narrador omnisciente ele ou ela, partilham também, quase sempre o código linguístico das personagens, tornando-o de alguma forma presente em segundo plano e mesmo invisível, mas como que fazendo parte daquele grupo de personagens cujas histórias retrata. És tu e/ou o/a narrador/a, que te assumes parte do grupo, e o observas à distância?

L.F. –  Essa é uma questão sensível, porque é possível que o narrador (feminino ou masculino) se deixe contaminar pelo ambiente. Talvez nem sempre seja desejável que isso aconteça. Mas imagina como pode ser desconfortável o papel do narrador omnisciente. Ele/ela tudo vê e tudo relata, é um “metediço e linguarudo”, comunicador compulsivo; acaba por existir uma nota de voyeurismo sempre presente. Mas quem o vê? Então, parece que os personagens às vezes são mais astutos e ousados que o próprio narrador e podem chamá-lo para a festa, como se ele estivesse timidamente encostado a uma parede. Nesse sentido acaba por se ver envolvido no linguajar e nas rotinas dos personagens mais castiços. Se calhar tenho que ter mais cuidado com eles, na medida em que podem armadilhar o narrador, como sugere, e bem, a tua pergunta…

 

A&c – Coreografas as tuas histórias ou encontra-las já coreografadas na generalidade pelas personagens, quando te assomam ao espírito?

L.F. –  Creio que esta pergunta se relaciona com o repto inicial. Os dois casos são possíveis, há histórias que construo de raiz e outras que me são oferecidas pela vida. Em boa verdade, mesmo as que julgo criar de raiz resultam de milhares de estilhaços reais unidos por um ligante e posteriormente consolidados como um todo.

 

Luísa Fresta - Artes & contextos

Luísa Fresta

 

A&c – É justo afirmar-se que todas as tuas histórias têm algo de real, no sentido de que, pelo menos parte daquilo que relatas, aconteceu mesmo?

L.F. –  Justíssimo, pela minha experiência, inclusive como leitora. Tão real como dizer que eu uso um cachecol da minha Mãe com uma camisa comprada na feira e uma saia que me ofereceram no Natal. Os sapatos vieram dos saldos da sapataria X e os brincos são feitos por uma amiga. O conjunto é real? Com certeza. E é uma composição minha. Mas na origem há inúmeros contributos. Ou seja, é a soma de realidades diversas que, quando se juntam, formam uma narrativa única e irrepetível, uma “mentira”, uma ficção, uma história inventada com fragmentos de múltiplas verdades. Talvez se possa dizer que todas as histórias são reais, podem é ainda não ter acontecido.

 

A&c – E as tuas personagens têm algo de real, no mesmo sentido em que as viste ou te baseaste em alguém que conheces realmente?

L.F. –  Em alguns casos, sim. Noutros casos são personagens que eu desenhei para responderem eficazmente no contexto da história. Tenho a certeza que algumas pessoas se vão reconhecer neste livro, mesmo que seja num parágrafo, numa expressão, ou numa atitude. Ou vão reconhecer alguém das suas relações. Em última análise terão aquela sensação de estarem a ouvir falar de alguém que já viram em algum lado mas que não conseguem identificar. Posto isto é imprescindível respeitar a intimidade de cada pessoa ou família, e isso para mim é mais importante do que o próprio interesse da narrativa.

 

A&c – Escreves poesia e prosa com a mesma alma se me é permitido afirmá-lo. Entretanto tens uma paixão pela pintura, pelo desenho e também pela expressão inter-artes. Alguma vez pensaste em teatro? num texto dramático?

L.F. –  A primeira parte da tua pergunta é uma afirmação muito gentil, de alguém que tem acompanhado o meu percurso também como editor. E verdadeira, claro, sobre a paixão que tenho desde sempre pelo desenho e pintura, pelo diálogo entre artes. A Santana (Paula Lourenço), a Armanda (Alves) e a Ysabelle (Roby-Pétrel) sabem como consigo ser insistente quando me ocorre alguma parceria entre o trabalho delas e o meu. E nesse sentido julgo que me compreendes bem, sendo tu artista plástico e escritor (desculpa virar a entrevista ao contrário). Quanto a teatro devo confessar que nunca tinha pensado nisso mas é algo que talvez se pudesse explorar, nomeadamente com os textos dedicados ao público infantil e infantojuvenil (estou a pensar em “A Fabulosa Galinha de Angola”). Sobre o texto dramático, nunca tive essa experiência, mas não tenho portas fechadas nem bloqueios.

 

A&c – Se um músico te pedisse para musicar um dos teus poemas, qual escolherias?

L.F. –  Vou contar-te um segredo de polichinelo: não consigo responder a essa pergunta em abstrato porque isso já aconteceu. Tenho umas conversas em desenvolvimento sobre essa possibilidade, já me pediram alguns textinhos para serem musicados e escrevi-os com esse objetivo, tendo em mente que seriam depois submetidos a um processo de corte e adaptação. Mas se quiseres que faça o raciocínio inverso (ser eu a propor um texto com essa finalidade), o que me dizes deste soneto? (inédito, in CASA MATERNA). Talvez resultasse num fado-canção ou alguma coisa entre o tradicional e o pop. Uma canção tocada ao violão de forma intimista…

 

BALADA DAS ALCAGOITAS

 Depois dos semáforos há um passeio irregular
E tascas que a abarrotar se unem pelas cadeiras
Mal dispostas nos passeios; os homens, as bebedeiras
[Alguns pesam as fêmeas apressadas pelo gingar]
 
Vez por outra há uma escaramuça e algum chinfrim
Toma mais uma, pagas depois — já que o amigo insistiu
Um pouco afastado há um terreno baldio
E homens fonte regam ao redor arruda e alecrim
 
No quintal da cidade grande a caneca embaciada
Guarda vestígios de espuma — algumas alcagoitas
Se atropelam na mão concavada — salgadas e afoitas
[Nem sombra de camarão, pipis, moelas ou dobrada!]
 
No centro da periferia a noite é vagabunda e gourmet
Ao fim do dia o bairro vai à janela [e tudo vê].
 

 

A&c – A pergunta que eu não consigo evitar fazer: como é que isto começou? Aos doze anos foste pela primeira vez premiada por um texto com ilustração. Foi nesta altura que percebeste que afinal poderia ser a sério?

L.F. –  Agora é que me encurralaste… Sim, esse episódio traz-me à mente uma memória muito bonita, lembra-me a Alliance Française de Luanda e a minha professora, Madame Boisseau, que ainda hoje me honra com a sua amizade. Não imaginas a alegria que esse prémio me deu. Mas nessa altura não podia saber que viria a explorar essas paixões na idade altura, já madura, de uma forma regular e empenhada. Embora soubesse, desde sempre, que adorava ler e desenhar — e escrever, como consequência. Enfim, na época, o que me apaixonava era mesmo a leitura e o desenho (das personagens). Até cheguei a fazer uma banda desenhada numa sebenta que se perdeu com o tempo (se alguém a tem que a guarde, não vá isso um dia valer uns trocos…). Fez sucesso lá em casa. Era baseada na (forte) personalidade de uma tia, que já não está entre nós, e que me repreendia veementemente por eu não ter qualquer habilidade para jogos de cartas, nomeadamente a canasta. O que eu sofri… a banda desenhada foi uma “vingança” inocente que fazia as delícias da família! Escrever, eu sempre escrevi, umas coisitas inócuas, sem grandes pretensões. Mas, publicar, foi só a partir de 2012; sou portanto uma “jovem” escritora, como costumo dizer na brincadeira aos meus amigos escritores angolanos da geração de 2010. Parece que literariamente somos da mesma geração…

 

A&c – Qual foi o teu primeiro texto produzido de forma espontânea e fora do âmbito escolar?

L.F. –  Para além desse episódio da banda desenhada creio que foram os poemas que escrevi durante a adolescência, experiência que partilho, aliás, com milhões de outros jovens de todos os tempos. Ah, espera, pode ter sido isto: umas quadras humorísticas para a Rádio Nacional de Angola, teria eu uns 13 anos. Acabaram, aliás, por ser premiadas (juntamente com as de outros concorrentes); julgo que o prémio eram pipocas e umas gasosas, que na altura souberam muito bem.

 

A&c – Houve um momento em que tu decidiste ou percebeste que serias escritora?

L.F. –  Não sei se foi uma decisão. Foi acontecendo aos poucos (desde 2012) e eu fui tomando consciência dessa responsabilidade perante mim mesma. Soa pomposo, não é? Responsabilidade, necessidade e prazer…

Ser escritor(a) é algo que se pode autodeclarar e que advém igualmente da maneira como as pessoas nos veem (leitores, imprensa, editores, confrades, críticos, etc.). Quando é que alguém se torna escritor? Quando publica o seu primeiro texto num jornal? Quando edita um romance? Quando publica o seu décimo livro? Quando é lido amplamente e estudado numa universidade? Tudo isso pode ser debatido mas a verdade é que hoje já me considero escritora, mesmo que com muita margem para crescer e aprender, sobretudo através da leitura.

 

A&c – Escolhe um autor ou uma autora (presente ou não) que aprecies muito e diz-me uma só pergunta que lhe farias.

L.F. –  Então vamos a isso. Dina Salústio, romancista de Cabo Verde. Eu queria saber como é que se consegue (como é que esta senhora consegue) escrever magistralmente e chegar ao coração dos leitores mantendo um estilo limpo, sóbrio e depurado, praticamente sem recurso a artifícios.

 

A&c – Muito obrigado e felicidades.

 


Prémios

Portugal

1998 – Concurso de contos curtos “Expo 98 palavras” (texto Crime, publicado juntamente com cerca de outros 100).

Angola

2018 – 1º prémio “Um Bouquet de Rosas para Ti” com o livro Março entre meridianos (Poesia), já com 2ª edição.

Brasil

2013 – 2º lugar no 9º concurso online – II Prêmio Licinho Campos de Poesias de Amor (poema Soneto do Amor no Feminino);
2º prémio no 1º Concurso Internacional de Literatura de Alacib, (na categoria crónica, com Outros Campeonatos);
2014 – O poema Talvez foi considerado um dos melhores 50 apresentados a concurso e incluído numa coletânea publicada pela Academia Jacarehyense de Letras, promotora do 8º Festival Internacional de Sonetos;
2018 – 1º prémio de crónica internacional no 2º Varal Literário da Câmara Municipal de Divinópolis com o texto Eu quero a panela grande;
2020 – 1º prémio de crónica internacional no 3º Varal Literário da Câmara Municipal de Divinópolis com o texto Os caminhos ínvios da escrita;

Participações Coletivas

2015 – Brasil: crónica Luanda, aliás «São Paulo da Assunção de Loanda» incluída numa coletânea editada pela Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande-SP;
2016 – Portugal: integrou, juntamente com sete outros autores, uma antologia solidária dedicada ao tema da saúde mental, intitulada “Mens Sana” (com o conto O papel de Aurélie), editada pela Livros de Ontem;
2019 – Angola: participou numa antologia em homenagem ao poeta João Tala intitulada “Nós e a Poesia” editada pelas Edições Handyman;
Portugal: integrou uma antologia poética intitulada “Templo de Palavras”, com o selo da Editorial Minerva e coordenação literária a cargo do poeta e escritor Delmar Maia Gonçalves;
Cabo Verde: participou na antologia solidária “Mulheres e Seus Destinos”, organizada por Yara dos Santos e Lena Marçal.
2020 – Portugal: colaborou no projeto LER&CONTAR (contos infantis/ infanto-juvenis para colecionar), criado por Glória de Sousa, Tomás Gavino Coelho e Samuel Rego, com o conto O organizador de bichas, uma história de guerra. Trata-se de uma iniciativa pro bono, com textos de doze autores angolanos.

 

 

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Jaime Roriz Advogados Artes & contextos

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