Uma leitura animada de “The Jabberwocky”, o poema nonsense de Lewis Carroll Artes & contextos an animated reading of the jabberwocky lewis carrolls nonsense poem that somehow manages to make sense

Uma leitura animada de “The Jabberwocky”, o poema nonsense de Lewis Carroll

3 de dezembro, 2020 0 Por Artes & contextos

The Jabberwocky

 

“Eu consigo explicar todos os poemas que alguma vez foram inventados – e muitos daqueles que ainda não foram inventados”. – Humpty Dumpty

"Jabberwocky": One of literature's best bits of nonsense

The Jabberwocky, o poema de Lewis Carroll que faz parte de Alice do Outro Lado do Espelho ― o segundo fascículo da aventura mais famosa da história da literatura ― está “repleto de palavras incoerentes que, de alguma maneira, conseguem fazer sentido”, afirma Jack Cutmore-Scott, o narrador da leitura animada da Ted-Ed Animation (mostrada acima). A palavra nonsense está mais associada ao mundo imaginário de Carroll do que a qualquer outro, mas o que é uma história nonsense e ao mesmo tempo inteligível?

Carroll, formado em matemática, percebia o princípio fundamental do nonsense, que “segundo T.S. Eliot nos lembra, não é a ausência de sentido, mas sim a paródia”, como escreve J. Patrick Lewis no The New York Times. “Algumas das amálgamas que Carroll inventou ― chortle, burble, frabjous e outras ― estão agora completamente integradas no léxico. E a estrutura do verso é um espelho da literatura inglesa clássica, tal como Alice descobriu”. Carroll escreveu as primeiras quatro linhas de The Jabberwocky dez anos antes de Alice do Outro Lado do Espelho, como “uma estrofe de poesia anglo-saxónica” paródica, para entreter a sua família.

Pode ajudar, ou não, ter em mente que Carroll não imita apenas as formas e convenções poéticas inglesas, mas também uma forma específica de inglês que é quase irreconhecível para os leitores jovens, e certamente para Alice. No entanto, a sintaxe e a estrutura de The Jabberwocky são tão familiares que facilmente conseguimos imaginar uma narrativa com um monstro terrível, na qual, como Alice diz, “alguém matou alguma coisa”.

The Jabberwocky

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O sempre humilde Humpty Dumpty tem todo o prazer em explicar, tal como fez Carroll na sua composição original, à qual juntou um glossário muito parecido com as definições do ovo, e traduziu a primeira estrofe para “inglês literal”:

“It was evening, and the smooth active badgers were scratching and boring holes in the hill side; all unhappy were the parrots, and the grave turtles squeaked out“.
There were probably sun dials on the top of the hill, and the “borogoves” were afraid that their nests would be undermined. The hill was probably full of the nests of “raths”, which ran out squeaking with fear on hearing the “toves” scratching outside. This is an obscure, but yet deeply affecting, relic of ancient Poetry.

Isto ajuda? Pelo menos explica o tipo de estado de espírito que Carroll pretendia e que conseguiu alcançar. O Jabberwocky é engraçado, divertido e tudo mais, mas também é desconcertante, tendo em conta os mistérios obscuros e as descrições assustadoras desta personagem principal.

Na famosa ilustração de John Tenniel, o monstro parece um dragão coberto de escamas, com pele de couro e cara de peixe e rato de esgoto. Na animação de Sjaak Rood, parece mais um dragão normal, com um toque do estilo de Ralph Steadman, enquanto que o Bandersnatch parece algo inventado por Paul Klee. Neste caso, a escolha de influências artísticas mostra que Rood vai ao encontro da tradição nonsense na arte moderna, que também transforma formas comuns em criaturas assustadoras que enchem a nossa cabeça de ideias.

Este artigo foi traduzido do original em inglês por Joana Rosa

O artigo original foi publicado em @Open Culture
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