5 Peças Melancólicas De Música Clássica Artes & contextos 5 pieces of melancholy classical music that make you depress

5 Peças Melancólicas De Música Clássica

20 de novembro, 2020 0 Por Artes & contextos

Música Clássica Melancólica

 

A música clássica consegue criar um leque extenso de emoções, do brilhante e empolgante até até ao mais sentimental e aos cantos mais negros do desespero. Neste artigo, escolhi algumas peças de música clássica que nos conseguem levar ao lado mais melancólico da música.

Melancholy Classical Music
Melancholy Classical Music

Classical music spans a vast range of emotions from the brilliant and ecstatic through the maudlin to the darker corners of despair. In this article, I have selected a few pieces of classical music whose disposition is drawn towards the melancholy side music.

Melancholy Classical Music

1. Henryk Gorecki, “Symphony No. 3”; Op. 36 (Symphonu of Sorrowful Songs) 1976



O nome de Gorecki era quase desconhecido até que esta obra orquestral chegou às mentes de ouvintes por todo o mundo. Em 1992, a editora discográfica Elektra-Nonsuch lançou este trabalho extraordinário de Gorecki. Esta peça, tocada pela London Sinfonietta, dentro de pouco tempo subiu ao topo das tabelas da música clássica. Mais de 15 milhões de cópias do álbum já foram vendidas, batendo o recorde em vendas de música do século XX.

A sinfonia tem três movimentos, cada um com um ritmo lento. Cada movimento foca-se num texto diferente, um que expressa a perda, um o luto e outro a morte. Ao longo da peça é sublinhado o sentimento de tristeza profunda. O segundo movimento está particularmente repleto com tragédia insuportável.

Gorecki escolheu representar as palavras de uma rapariga de 18 anos (Helen Wanda Blazusiakówna), que havia sido capturada e presa pela Gestapo em 1944. O mais marcante das suas palavras, gravadas nas paredes da sua cela, é que a jovem apenas pensava nos sentimentos da sua mãe quando soubesse da morte da filha.

Apesar da sinfonia lamentar, resta um grão de esperança e reconhecimento da força do espírito mesmo quando tem de enfrentar as piores das circunstâncias. Gorecki recorre a um solo de soprano que toca contra o grandioso poder that orquestra, o que, de uma maneira tão bela, reflete a voz de um indivíduo contra um panorama de um mundo frio e insensível.

2. John Tavener, ‘The Protecting Veil’



Esta composição de 45 minutos demonstra sucintamente o estilo de John Tavener, que consegue sempre produzir obras com muita tranquilidade e beleza. The Protecting Veil surgiu em 1988, quando Tavener recebeu uma comissão do grande violoncelista Steven Isserlis.

Inicialmente, Isserlis pediu a Tavener que lhe escrevesse uma peça mais modesta, mas a composição de oito movimentos não desaponta de modo algum. O violoncelo é o instrumento principal, não de modo excessivo, mas de um modo equilibrado, elegante, que se manifesta intensamente.

A fé Ortodoxa de Tavener é notável ao longo desta peça, dando-lhe força e propósito. É a vida da Virgem Maria que dá vida a cada seção do seu trabalho, e isso começa e acaba com “The Protecting Veil”. Tal como na sinfonia de Gorecki, a sensação de perda e melancolia domina a peça mas há também a sensação da esperança eterna.

3. Samuel Barber ‘Adagio for Strings’ (de String Quartet: 1936)



Em 1986, com o lançamento do filme “Platoon” de Oliver Stone, o segundo movimento de Op. 11 String Quartet de Samuel Barber conseguiu entrar nos corações e nas mentes de milhares e milhares de pessoas.

O que para mim foi um brilhantes sucesso em termos da composição é o facto de Barber ter construído esta peça a partir de um motivo de três notas ou uma célula de notas. Torna a peça muito mais natural e orgânica, o que complementa e reforça a peça à medida que se juntam mais instrumentos.

Toda a composição inspira e expira uma dolorosa melancolia que leva as frases melódicas a um pico a um quarto do final da peça. Este momento é seguido por uma pausa momentânea que simula um suspiro final, antes que uma reafirmação da ideia central da peça.

Dá aos ouvintes a ideia que a música poderia continuar num ciclo sem fim, crescendo e descendo, expandindo e contraindo até ao fim do tempo em si.

Já foram produzidas inúmeras reformas desta linda peça, algumas mais bem sucedidas que outras. O próprio Barber usou as palavras de “Agnus Dei” para o coro no final de 1967. Para mim é uma das versões mais comoventes do original.



4. Thomas Albinoni ‘Adagio em Sol Menor’



Esta peça de música está rodeada de controvérsia, conhecida por muitos ouvintes como uma peça do compositor Thomas Albinoni, do italiano barroco. Porém, factos mais recentes indicam que o Adagio seja obra de Remo Giazotto, que alegadamente encontrou um manuscrito de Albinoni perdido e posteriormente baseou a sua peça nesse mesmo. Isto é uma questão para discutir em debate.

Pondo as questões autorais de parte, esta langorosa e colorida obra é uma peça calorosa, mas, no entanto, contém uma música profundamente triste que evoca o pensamento. Tal como a obra de Samuel Barger, o Adagio de Albinoni tem sido usado em imensos filmes e séries televisivas, normalmente em momentos marcantes.

O manuscrito “original” contém os instrumentos de cordas e os órgãos, mas normalmente é tocado apenas por instrumentos de cordas ou um instrumento a solo. Em termos da composição, a peça é simples, o que aumenta a sua beleza e o seu encanto. O ritmo é lento e pesado com uma linha melódica que toca por sobre os acordes mais lentos.

5. Henry Purcell ‘ When I am Laid In Earth’ de ‘Dido and Aeneas’



 

Henry Purcell é visto por muitos estudiosos e entusiastas como um dos grandes tesouros musicais da Era Barroca Britânia. Para esta ópera, emblemática em si, Purcell usou “Aeneid” de Virgílio como base. A narrativa perfeita visto que conta a história de um Príncipe Troiano Guerreiro a que todos chamavam Aeneas e a majestosa Rainha de Cartago, Dido.

Partilham um amor infeliz. Aeneas apaixona-se profundamente pela Rainha depois do seu barco ser desviado por uma tempestade e acabar em Cartago, África do Norte. Aeneas sente-se obrigado a voltar para casa, em Itália, e abandona Dido que, perturbada, que ordena que acendam uma pira para que Aeneas saiba que Dido está morta enquanto navega. É cantando este lamento, repleto de mágoa e emoções, no final da ópera, antes do suicídio de Dido.

A música de Purcell é notavelmente bem elaborada. O seu quadro de palavras deixa-nos sem dúvidas da dor que Dido sente. A maneira como conduz o que está por baixo do fundamento da peça é excecional.

 

Este artigo foi traduzido do original em inglês por Ashely Claudino

O artigo original foi publicado em @CMUSE – Classical
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