Visita Virtual Kandinsky - Composition II

Visita Virtual a 30 Grandes Museus do Mundo

1 de maio, 2020 0 Por Artes & contextos
Modo Noturno

Visita Virtual a 30 dos Maiores Museus

 

Desde as primeiras movimentações da internet, artistas e curadores têm-se questionado acerca do que a fluidez do espaço online poderia fazer à experiência de observar obras de arte.
Numa conferência sobre o tema, em 2001, Susan Hazan, do Museu de Israel, questionava-se se existe “espaço para o deslumbramento num mundo tecnológico”… Referia-se às reflexões de Walter Benjamin sobre o “fenómeno potencialmente libertador” da arte reproduzida tecnologicamente, mas observava também que “o que se perdia neste processo era a “aura” e a autoridade do objecto contendo no seu interior os valores do património cultural e da tradição”.
Avaliando uma série de galerias on-line da época, Hazan considerou que “a velocidade com que conseguimos aceder a museus distantes e colocá-los lado a lado no ecrã é assustadoramente imediata”. Talvez a “mobilidade acelarada” da Internet, preocupava-se ela, “faça com que os objectos se tornem descartáveis e percam o seu significado”.

 

VG-Self-Portrait-1887

Auto retrato com chapéu de palha – Vincent Van Gogh 1887

Quinze anos após o seu ensaio, o número de museus que colocaram as suas colecções online, na totalidade ou em parte, cresceu exponencialmente e não mostra sinais de abrandamento. Talvez não tenhamos de recear perder museus e bibliotecas – espaços importantes a que Michel Foucault chamou “heterotopias“, onde o tempo linear e mundano é interrompido. É provável que estes espaços existam sempre.

No entanto, torna-se cada vez menos necessário visitá-los pessoalmente para ver a maior parte do seu conteúdo. Estudantes e académicos podem conduzir quase todas as suas pesquisas através da internet, nunca tendo de viajar para o Bodleian, o Beinecke, ou a British Library. E os amantes da arte não necessitam de continuar a procurar bilhetes de avião e hotéis para verem os preciosos conteúdos do Getty, do Guggenheim, ou do Rijksmuseum. E quem se atreveria a fazê-lo na nossa actual situação de pandemia?

Por tudo aquilo que se possa perder, as galerias online há muito que “disponibilizam amplamente obras de arte, introduzindo novas formas de percepção no cinema e na fotografia e permitindo que a arte passe do privado para o público, da elite para as massas”.

Rosetta Stone Visita Virtual

A Pedra de Rosetta no Museu Britânico

 

E ainda mais do que quando Hazan escreveu aquelas palavras, o mundo online oferece possibilidades para “a emergência de novos fenómenos culturais, a aura virtual”. Ao longo dos anos, temos (Open Culture) apresentado dezenas de bases de dados, arquivos e galerias on-line, através das quais se pode usufruir virtualmente da arte em todo o mundo, uma experiência outrora reservada apenas aos mais ricos. E à medida que artistas e curadores se adaptam a um ambiente digital, encontram novas formas de tornar as galerias virtuais mais encantadoras.

As vastas colecções nas galerias virtuais abaixo listadas aguardam a sua visita, com mais de 2.000.000 de pinturas, esculturas, fotografias, livros, e muito mais.
Veja a Pedra de Rosetta no Museu Britânico, cortesia do Google Cultural Institute. Veja os muitos auto-retratos de Van Gogh e as paisagens vívidas e ondulantes do Museu Van Gogh. Visite a colecção de arte asiática nas galerias Smithsonian Freer e Sackler. Ou veja as deslumbrantes composições abstratas de Vassily Kandinsky no Guggenheim.

 

E abaixo da lista de galerias, encontre links para coleções on-line de várias centenas de livros de arte para ler on-line ou para fazer download.

 

Imagens de Arte de Museus e Bibliotecas

Livros de Arte

O artigo original foi publicado @Open Culture
The original article appeared first @Open Culture

Este artigo foi traduzido do original em inglês por Redação Artes & contextos


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