Hermitage

Uma Viagem de 5 horas pelo Museu Hermitage

17 de março, 2020 0 Por Artes & contextos
Modo Noturno

Museu Hermitage em São Pertersburgo

 

N. da R.: Este não é um artigo publicitário. A referência a uma marca comercial justifica-se pela grandiosidade e importância do trabalho realizado, para os nossos leitores e para qualquer apreciador de arte.

Em 2002, o cineasta russo Alexander Sokurov fez história no cinema com a Arca Russa (Russian Ark), que dramatiza uma grande parte da história da sua terra natal num único shot, ininterrupto, de 96 minutos. Além disso, ele e os seus colaboradores filmaram tudo num único local, ao mesmo tempo rico em ressonância histórica e não propriamente aberto a filmagens: O Museu Hermitage do São Petersburgo, cujo complexo inclui o antigo Palácio de Inverno, residência oficial dos imperadores da Rússia desde 1732 até à revolução de 1917. Que cinéfilo poderia esquecer a deslumbrante cena final da Arca Russa, que abre com a câmara a flutuar num grande salão de baile em 1913?

 

Se tiver dificuldades em visualizar o filme, siga a ligação:

A 5-Hour, One-Take Cinematic Journey through Russia’s Hermitage Museum, Shot Entirely on an iPhone

 

Agora, pelo menos em termos de duração, a Apple foi ao Hermitage e fez um Sokurov ainda melhor: o seu novo anúncio para o iPhone 11 Pro é uma viagem de cinco horas por todo o museu, filmada pelo cineasta Axinya Gog num só take contínuo – tudo, claro, com o próprio telefone.

Tal como a Arca Russa, constitui uma realização cinematográfica não possível antes dos recentes avanços tecnológicos. Sokurov demonstrou as novas possibilidades da câmara de vídeo digital, capaz de captar imagens semelhantes às de uma película; Gog demonstra agora, as novas possibilidades de uma câmara no telefone com, não só a duração da bateria para filmar cinco horas seguidas de vídeo, mas com uma resolução que parece pelo menos tão boa como o vídeo digital de vanguarda de 2002.

A câmara de Gog – ou melhor, o telemóvel – capta um Museu Hermitage sem as habituais multidões, marcando o bastante só por si, mas conta também com a contribuição de bailarinos e músicos profissionais (mesmo para além daqueles que gravaram a partitura do vídeo).

Isto para além de nada menos que 588 obras de arte espalhadas por 43 salas, incluindo quadros de Rembrandt, Raphael, Caravaggio, e Rubens. Quanto mais fundo se entra, mais se percebe que, mesmo tendo já ali passado um longo período, nunca no Hermitage se tinha vivido este tipo de experiência estética.

Pode parecer excessivo sugerir  “ver até ao fim”, mas se algum vídeo de cinco horas alguma vez mereceu tal insistência, aqui está ele.

O artigo original A 5-Hour, One-Take Cinematic Journey through Russia’s Hermitage Museum, Shot Entirely on an iPhone foi publicado @ Open Culture
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Este artigo foi traduzido do original em inglês por Redação Artes & contextos

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