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Crítica a Meu Rei

27 de fevereiro, 2016 0 Por Sara Sanches
Modo Noturno

Meu Rei (de título original Mon Roi), filme de Maïwenn, com Emmanuelle Bercot e Vincent Cassel nos papéis principais, narra de forma tocante, bem ao estilo do cinema francês, a intensa e conturbada relação de Tony e Georgio, um casal que, não obstante o evidente amor que os une, simplesmente não consegue coexistir harmoniosamente e tão pouco levar a bom porto o seu casamento.

Meu Rei II

As individualidades de cada um, os vícios de parte a parte, uma ex problemática pelo meio, algumas dívidas, um círculo social no mínimo questionável, um cunhado antagonista e uma explosiva atração sexual em muito contribuem para este desfecho.

No fundo, Meu Rei mais não faz do que expor o drama de muitos casais que não conseguem ser felizes (completamente) nem juntos nem separados, numa espécie de “mal com… pior sem…”.

A grande carga dramática, uma constante ao longo da trama, simplesmente eclipsou-se no fim, e com isso defraudou um bocado as nossas expectativas quanto ao grand finale. Fiquei sem ter a certeza se o end foi happy ou não. Tendo em conta que passaram boa parte do filme sendo e fazendo o outro infeliz, o facto de Tony e Georgio não terem terminado nos braços um do outro pode ser considerado um final feliz. Por outro lado, como podem duas pessoas que se amam serem felizes longe um do outro?

Ainda assim, a história está bem conseguida, porque não dizer tocante e inebriante? Recomenda-se vivamente, por algum motivo foi a protagonista galardoada com o prémio de interpretação feminina em Cannes e a película nomeada para 8 Prémios César.

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