#5minutosdejazz - 5 Minutos de Jazz comemora 50 anos. “Na rua, nos táxis, ainda me perguntam: 'José Duarte, como é que vai o jazz?'” - @BLITZ Artes & contextos José Duarte

#5minutosdejazz – 5 Minutos de Jazz comemora 50 anos. “Na rua, nos táxis, ainda me perguntam: ‘José Duarte, como é que vai o jazz?’” – @BLITZ
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22 de fevereiro, 2016 0 Por Artes & contextos
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Também o tempo torna tudo relativo

Este artigo foi inicialmente publicado há mais de 6 anos - o que é muito em "Tempo Internet". Pode estar desatualizado e pode ter incongruências estéticas.

Fonte: Blitz

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Leia a entrevista do Expresso a José Duarte, criador do programa de rádio mais antigo de Portugal

O programa de rádio “5 Minutos de Jazz”, criado por José Duarte, fez ontem 50 anos e é o mais antigo da rádio portuguesa. Meio século depois, o radialista responde às perguntas do Expresso: leia um excerto abaixo e siga para o site do Expresso para ler, na íntegra, a entrevista publicada na revista E.

O que seria a sua vida sem o jazz?
O jazz é a minha razão de viver. Dá-me alegrias permanentes e a possibilidade de falar com as outras pessoas em paz. Daqui a horas, no Barreiro, vou fazer uma conferência ao lado do homem [Raul Calado] em cuja casa eu estava quando um radialista conhecido me convidou, em 1966, para fazer os “Cinco Minutos de Jazz” na Renascença. Eu fui aprendendo à medida que passava os discos, veja o descaramento. Não tive mestre nenhum, embora treinasse com os amadores que sabiam mais do que eu. E hoje sou o José Duarte.

Faria alguma coisa diferente se pudesse voltar atrás?
Não. Mas cometi muitos erros. Sabe, vive-se muito mal em Portugal. Eu vivo muito mal em Portugal. Não só é um país pobre — e estou a ser simpático — como é um país de portugueses. Dou-me mal com as pessoas todas. Dizem que tenho um feitio difícil e se calhar é verdade, porque aos 77 anos não tenho amigos.

Sente-se abandonado?
Abandonado não, esquecido. Não tenho visitas. E olhe que fui muito popular. Na rua, nos táxis, ainda me perguntam: “José Duarte, como é que vai o jazz?” Ultimamente tenho andado com estas bengalas. Tiraram-me uma anca — sem pedir autorização à minha mãe — e aí as pessoas apareceram. Mas estou melhor e isso atenuou-se. É duro.

Texto: Luciana Leiderfarb

 

 

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Jaime Roriz Advogados Artes & contextos