Rarefolk

Rarefolk

5 de janeiro, 2015 0 Por Rui Manuel Sousa
Modo Noturno

Rarefolk… free style Folk!

Grande Andaluzia!
Atlante e do mar interior, moura, cigana e judia
A toque e baile a terra que o cante ama
Do Flamenco berço e cama.

Património cultural da humanidade imaterial.

Sevilha a capital da Andaluzia foi terra de tartéssios, cartagineses, gregos, romanos, visigodos, mouros e cristãos, a ela chegou o novo mundo a bordo dos barcos que subiam o Guadalquivir e é nesta amálgama que se forja o Flamenco, é neste contexto que se forma a Sevilha moderna e multicultural dos dias de hoje e é ao lado desta Sevilha cosmopolita mais precisamente no município de Tomares que nasce um bom exemplo de fusão cultural, o colectivo musical Rarefolk.

Rarefolk

Um grupo de “rapazes” com um invulgar (raro) sentido estético e um inusitado desejo de absorver na sua música as mais diversas influências tendo como base a folk, começa no final de 1989 a tocar pelos bares de Sevilha e arredores com o nome de Os Carallos. Em 1992, tocaram na exposição mundial realizada em Sevilha (Expo92) e ao mesmo tempo conseguem um contrato com o selo independente Qrecords. Com esta etiqueta gravaram o seu primeiro trabalho discográfico com o nome RareFolk, que viriam a adotar no futuro como nome do colectivo.

Logo desde o primeiro trabalho que está presente o intuito de miscigenar. A sonoridade base é o folk celta, mas há um pouco de rock dos anos 70 ali, de jazz acolá, há sonoridades tradicionais e outras mais actuais e urbanas, influências que serão ingredientes comuns nos álbuns que se seguem. O disco Rarefolk tinha como objetivo, paralelo ao ato criativo, o de ser o cartão-de-visita da banda para a entrada no circuito cultural espanhol. O objetivo foi conseguido e a partir de então participaram em vários festivais como os de Ortigueira ou Foliada Folk para citar apenas alguns. Partilharam os palcos com algumas bandas importantes no circuito, como Shooglenifty, Luar na Lubre, Berrogüeto, Hevia, e utilizaram toda a experiência adquirida para gravarem o seu segundo trabalho Green em 1998, e para em 1999 ganharem o festival de música INJUVE.

Mas o melhor estava para vir, em 2001 criaram o seu próprio selo “Fusion Arte” e produziram eles próprios um disco que fica para a história da Folk, Unimaverse. O disco foi recebido pela crítica como um caso muito sério de inovação ao ponto de lhes ser atribuído um novo género musical, o Free Style Folk! De facto Unimaverse é um trabalho desconcertante pela positiva, desde o início ao fim somos surpreendidos pela mescla de estilos, com o desenrolar improvável dos temas, das passagens entre eles, com a complexidade dos arranjos, com a energia dos instrumentos e com o virtuosismo com que são tocados.

A abordagem electrónica em Unimaverse foi uma novidade e veio para ficar nos trabalhos seguintes, Natural Fractals em 2006 e Go em 2011. Nestes dois últimos trabalhos toda a experiência acumulada do grupo vêm ao de cima, as ideias aparecem mais claras, o som mais limpo, e o bom gosto e o equilíbrio imperam. Em Natural Fractals a secção rítmica atinge a maturidade, em Go dá-se o domínio melódico absoluto.

Tanto Natural Fractals como Go estão disponíveis para download gratuito no site do grupo em http://www.rarefolk.net/

Os Rarefolk já passaram por Portugal em várias ocasiões e nos mais variados tipos de eventos. Em 2009 tocaram em Miranda do Douro no contexto do festival L Burro i l Gueiteiro, em 2010 tocaram em Vila do Conde no festival Ollin Kan e em Estarreja incluídos na programação da 2ª edição do Festival Intermunicipal de Músicas do Mundo organizado pela D’Orfeu, o FESTIM.

Ainda este ano fizeram parte do cartaz do 11º festival MED em Loulé e tocaram na 3ª edição do Bivar- Arte,Design e Cultura em Faro.

Discografia:

1992 – RareFolk
1998 – Green
2001 – Unimaverse
2006 – Natural Fractals
2011 – Go

Integrantes actuais:

Mangu Diaz – Bandolim, Bouzouki, Darbuka e Programacões
Ruben Diez – Flautas
Marcos Munne – Guitarras
Leslie Jordan – Violino e Teclados
Rafael Rabal – Bateria
Oscar (a.k.a. Mufas) Valero – Baixo Eléctrico

Ex Integrantes:

Fernando Reina (Niguer Queen) – Bateria
Pedro Silva – Teclados
Sidy Samb – Voz e Percussões
Michelle Mc Gregor – Violino
Rafa Alvarez – Acordeão
David Lopez – Bateria
Manuel (a.k.a. Manu) Rodriguez – Percussões
Carlos Harto – Teclados
Alvaro Garrido – Percussões


 

Rui Manuel Sousa
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